Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

20 de maio de 2018

A evolução da Bíblia no Brasil




O Brasil figura como o campeão de distribuição e exportação da Bíblia. Nesse infográfico, criado por Ângela Bacon e publicado originalmente na edição de maio/junho da revista Ultimato, o leitor encontra um pouco da história de como a Bíblia chegou ao Brasil e alguns fatos curiosos relacionados às Escrituras. Clique aqui e confira as fontes usadas para a criação do infográfico.




http://ultimato.com.br/sites/blogdaultimato/2018/05/14/a-evolucao-da-biblia-no-brasil/


19 de maio de 2018

Fumo e álcool são as maiores ameaças à saúde humana de todas as substâncias viciantes, revela estudo

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Alexandra Thompson


O fumo e o álcool são de longe as maiores ameaças à saúde humana de todas as substâncias viciantes, revela estudo recente.

No mundo inteiro, o fumo é responsável por 110 mortes a cada 100.000 pessoas, enquanto o álcool causa 33 fatalidades, um estudo da University College London revelou.

Isso é comparado a apenas 6,9 mortes de cocaína para cada 100.000 membros do público, a pesquisa acrescenta.

Os resultados também sugerem que no mundo inteiro aproximadamente de cada cinco adultos um bebe muito pelo menos uma vez por mês, enquanto 15 por cento fuma todos os dias.

No entanto, só 0,35 por cento das pessoas usaram cocaína no ano passado, revelou o estudo.

Os resultados também mostram que só 3,8 por cento das pessoas usaram maconha, 0,37 por cento anfetaminas e 0,35% opioides nos últimos 12 meses.

Cerca de 843,2 pessoas por 100.000 são dependentes de álcool em comparação com 259,3 viciados em maconha, 220,4 usuários de opioides, 86 dependentes de anfetaminas e 52,5 pessoas que são viciados em cocaína.

As descobertas dos pesquisadores foram baseadas principalmente em dados da Organização Mundial da Saúde, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e do Instituto de Medições e Avaliação de Saúde, e foram publicadas na revista Addiction.

Essa pesquisa chega depois que um vídeo chocante divulgado no início deste mês mostra a diferença entre os pulmões saudáveis e os de um fumante que consumia um maço de cigarros por dia durante 20 anos.

Feitos pela enfermeira Amanda Eller, da Carolina do Norte, os vídeos mostram que os pulmões negros e cheios de câncer de um fumante inveterado não conseguem inflar corretamente.

Isso é comparado aos pulmões saudáveis de cor vermelha que são mostrados inflando e esvaziando normalmente nos vídeos, que foram compartilhados mais de 5.000 vezes.

Cerca de 15% dos adultos nos EUA e 17% no Reino Unido fumam cigarros.

Fumar aumenta o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão em aproximadamente 23 vezes e é responsável por 87% de todas as mortes relacionadas a esse tipo de câncer.


Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: Tobacco and alcohol are the BIGGEST threats to human health of all addictive substances, reveals study

Fonte: www.juliosevero.com

15 de maio de 2018

Lidando com o vício e a inconstância da mente



Por: Mez McConnell


Uma coisa que eu aprendi como um ex-viciado (e trabalhando extensivamente com eles) nos últimos 20 anos é que, em geral, gostamos (se não amamos) das coisas que muitas vezes nos controlam. A dependência pode ser um monstro tão estranho porque, por um lado, queremos desesperadamente mudar e, por outro lado, não. Nós amamos e odiamos o que nos escraviza, ao mesmo tempo. Essa é uma condição que muitas pessoas vivem e têm vindo a (tristemente) aceitar ao longo dos anos.

Muitas vezes, quando as pessoas vêm para aconselhamento, inevitavelmente discutiremos como elas se sentem impotentes para mudar suas atuais circunstâncias de vida. Elas se sentem fora do controle. Elas estão cansadas de suas vidas. Elas acreditam e fazem certas coisas porque pensam que essas coisas lhes darão mais controle e os tornarão felizes. É por isso que temos tais problemas com dependência em nossa sociedade. Odiamos as coisas que fazemos e, ao mesmo tempo, precisamos delas para nos ajudarem a lidar com nossas vidas sem esperança. Quando os viciados começam a fazer seja o que for, geralmente era por ser divertido, mas quando essa questão chega à minha porta, não é mais divertido para eles. Na verdade, exatamente aquilo que eles costumavam controlar, agora os controla. Assim, ao lidar com viciados, eu gosto de fazer às pessoas a seguinte pergunta:

Quais são algumas das coisas que atualmente estão controlando sua vida?


Bebida, drogas, pensamentos, luxúria, pessoas, etc. A lista pode ser infinita. O vício (que tratamos como uma forma de idolatria) não necessariamente é relativo a produtos químicos. Muitas vezes, a vida das pessoas pode assemelhar-se um pouco a um cabo-de-guerra. Elas são puxadas em uma direção e depois em outra. A vida é essa constante “ida” e “vinda”. Novamente, dentro dessa guerra haverá a voz da insensatez (em algum lugar) conversando com elas. A insensatez estará lhes dizendo para não se preocuparem em mudar. Ela vai dizer-lhes para não se preocuparem em buscar ajuda, pois isso não fará nenhum bem real e duradouro. A insensatez lhes dirá que elas nasceram “assim”. Ela lhes dirá que “não conseguem” mudar. Certamente ela lhes dirá que o cristianismo bíblico não tem nada a lhes oferecer!

Em Niddrie ensinamos as pessoas que estamos constantemente em guerra conosco! Uma parte de nós deseja que as coisas continuem como sempre, e outra parte de nós quer mudar nossa vida completamente. Um lado quer a morte e o outro, a vida. Aqui estão duas perguntas fundamentalmente importantes para qualquer pessoa que busca aconselhamento sobre problemas no controle da vida.

Você realmente deseja mudar? O que você está preparado para fazer para que isso aconteça?

Isso é mais difícil de responder do que muitos pensam. 100% das vezes você terá a seguinte resposta: “Eu farei qualquer coisa para mudar”. Infelizmente, na maior parte das vezes essa resposta é uma mentira. As pessoas pensam que estão preparadas para fazer qualquer coisa até que tenham que tomar uma decisão difícil. Então, como podemos dizer quando uma pessoa realmente não quer mudar? Em primeiro lugar, no íntimo, elas já sabem disso. Também, a grande prova é o que uma pessoa está disposta a fazer para mudar sua vida. Há aqueles que apenas continuam voltando para velhos amigos, mentindo, enganando e fazendo o que for preciso para continuar o seu estilo de vida. Eles realmente não querem mudar. Eles gostam do pensamento da mudança, mas quando se trata da resolução, eles não estão preparados para efetivar o trabalho árduo e tomar as decisões difíceis. Eu o ilustro assim: Se eu disser à minha esposa que a amo, mas buscar por outras mulheres, o que minhas ações dizem sobre mim? Meu comportamento conta a história verdadeira. Se eu quero minha esposa, mas eu também quero outra mulher, então eu realmente não quero minha esposa. Nós saberemos quão sérias as pessoas são sobre a mudança quando a prática for testada!

Nesse momento, é importante introduzir o conceito de “fissuras” na discussão.

O que nós entendemos pela palavra “fissuras”?


Trata-se de mais do que apenas desejos físicos. É desejar algo desesperadamente à custa de todas as outras considerações. Quem realmente quer desistir de algo que deseja? Fissuras revelam mais sobre a pessoa real do que as pessoas gostariam de admitir. Então, o ponto é esse:

Nós devemos ser honestos sobre a nossa inconstância da mente. Devemos mostrar às pessoas a verdade disso, senão elas somente tentarão nos agradar e dizer o que pensam que nós queremos ouvir. Precisamos encorajá-las a ver que todos nós sofremos com esse modo de pensar enquanto lutamos com o pecado que ocorre em nossas vidas. É somente confessando que temos mentalidade inconstante que podemos alguma vez esperar começar verdadeiramente a mudar o interior (pelo poder do Espírito). 


Por: Mez McConnell. © 20schemes. Website: 20schemes.com. Traduzido com permissão. Fonte: Dealing With Addiction & Double Mindedness

Original: Lidando com o vício e a inconstância da mente. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva. 

Mez McConnell
É pastor sênior da Niddrie Community Church, Edimburgo, Escócia. É fundador do 20schemes, um ministério voltado para plantação de igrejas nos lugares mais difíceis da Escócia. Desde 1999, McConnell tem se envolvido com o ministério pastoral, tanto em plantação quanto revitalização.

voltemosaoevangelho.com/blog/2017/03/lidando-com-o-vicio-e-inconstancia-da-mente/



14 de maio de 2018

Heresia alienante, problema constante


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Luiz Sayão


Grupos estranhos, heréticos e proselitistas têm surgido e se multiplicado confundindo e perturbando o povo de Deus 
Nas últimas décadas muitos livros evangélicos e seculares foram escritos para esclarecer o problema dos grupos religiosos demasiadamente místicos e alienantes. Grupos estranhos, heréticos e proselitistas têm surgido e se multiplicado principalmente em países como os EUA, o Brasil, a Coreia do Sul e o Japão. Quem lê e ouve a respeito do assunto, imagina que isso é coisa recente, uma aflição dos últimos tempos, uma enfermidade de nossa época. Não é bem o caso. Os dias do apóstolo Paulo foram marcados por problemas semelhantes e igualmente lamentáveis.

A conhecida carta de Paulo aos colossenses foi escrita entre os anos 60-62. A maioria dos estudiosos entende que Colossenses faz parte das epístolas da prisão. Juntamente com Efésios, Filipenses e Filemom, a carta teria sido enviada por Paulo a partir de Roma, onde Paulo ficou preso, conforme o testemunho de Atos 28.

Colossenses, muito semelhante a Efésios em diversas trechos, tem como alvo auxiliar uma igreja que Paulo não visitara ainda. O ambiente religioso diversificado, místico e efervescente estava trazendo problemas sérios para a nova igreja. O perfil dessa heresia colossense tem sido objeto de estudo de comentaristas e exegetas especializados. Vale a pena dar atenção ao assunto, pois sua pertinência é inconfundível, e sua atualidade, surpreendente.

Os místicos estranhos de Colossos fizeram um verdadeiro sincretismo de tendências religiosas distintas e criaram confusão e desunião na igreja cristã. Tinham influência da religião greco-romana dominante, do judaísmo, de uma espécie de gnosticismo incipiente e das religiões de mistério que proliferavam na Ásia Menor no primeiro século.

Corajosamente, Paulo orienta a igreja de Colossos e confronta o ensinamento prejudicial e equivocado, exortando o povo de Deus a permanecer firme na fé. Isso pode ser percebido em alguns versos da carta: “Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (Colossenses 1:21-23). “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Colossenses 2:8).

Mas, afinal de contas, que perigo a heresia colossense representava? O problema era de fato sério? O que pode ser dito? A pesquisa tem mostrado que a nova tendência teológica herética de Colossos era um grupo que parecia ter experiências espirituais extraordinárias.

Tais experiências os colocava num nível superior acima dos demais. Influenciados por uma cosmovisão do tipo gnóstica, eles entendiam que havia vários níveis de distanciamento entre Deus e o homem. Era necessário galgar esses degraus por meio de experiências místicas ascéticas para chegar a um nível superior. Esse distanciamento enfraquecia o valor de Cristo e de sua obra redentora. Foi por esse motivo que Paulo combateu o esvaziamento de Cristo, proposto pelos místicos locais.

Cristo é suficiente e enche toda a plenitude (o espaço entre o céu e a terra). Vejamos alguns textos importantes:
“… pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude” (Colossenses 1:16-19).
“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude. Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne. Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo, e com ele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Colossenses 2.9-12).

O tipo de espiritualidade do grupo de Colossos os fazia sentir-se superior, provocando divisão e discriminação na igreja. A decorrência prática era séria. Os prejuízos eram teológicos, éticos e comunitários. Todavia, não faltou criatividade no sincretismo colossense. O texto de Colossenses 2:9-12 fala até de circuncisão. Por que o assunto é levantado? Por incrível que pareça, a heresia colossense misturava elementos
do judaísmo em sua criatividade religiosa. Estranhamente, esse judaísmo vinha acompanhado de um misticismo mágico, principalmente ligado à influência de espíritos maus, também chamados de “princípios elementares”.

Tendo consciência desse cenário, não é difícil entender alguns versículos importantes do capítulo 2:
“Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo. Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa. Trata-se de alguém que não está unido à Cabeça, a partir da qual todo o corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento dado por Deus. Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, porque, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: ‘Não manuseie!’, ‘Não prove!’, ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos” (Colossenses 2.16-22).

Os hereges legalistas passaram a vigiar a liberdade cristã da igreja e a exigir que eles se abstivessem de alimentos (Lv 11) e de bebidas. Além disso, exigiam também que as festas religiosas judaicas fossem observadas. Todavia, a questão era mais complexa. Acreditava-se que os princípios elementares (potestades espirituais) tivessem poder sobre certas datas. Portanto, a obediência às festas não envolvia apenas ideias judaicas, mas também o temor pagão dos espíritos maus. Assim, a exigência legalista de regras era muito clara e incisiva. Paulo deixa claro que isso era ensino humano. Eles ensinavam que apenas crer em Cristo era insuficiente. Se os cristãos não fossem legalistas e não “respeitassem” as potestades, teriam problemas.

A pergunta que surge é esperável: Com que autoridade eles faziam isso? É simples! Visões espirituais determinavam o tom da verdade. Os místicos alienantes afirmavam que participavam de um culto de nível superior: a adoração de anjos. Não se tratava de adoração feita aos anjos (o genitivo do grego deve ser lido como subjetivo), mas sim da adoração que os anjos faziam. Eles diziam que adoravam no nível angelical, junto com os anjos. Nessas reuniões místicas surgiam as visões que lhes “autorizava” a dizer o que afirmavam. Tais visões eram contadas detalhadamente e serviam de referência de espiritualidade e autoridade.

Paulo foi inequívoco e direto ao condenar aquela tendência perigosa e destruidora para a igreja primitiva. Ele argumenta que Jesus triunfou plenamente sobre os espíritos, que não precisavam mais ser temidos. “Tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2:15).

Além disso, o apóstolo deixa claro que aquela espiritualidade era doentia e revelava problemas não resolvidos do conflito contra a carne:
“Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2:23).

Em dias teologicamente incertos e confusos, é necessário voltar a ler Colossenses com atenção. É muito atual. Heresia alienante, problema constante. Não é difícil constatar um legalismo aprisionador em certos ambientes evangélicos; rituais judaizantes mistificados também estão presentes. A ênfase exagerada no poder dos espíritos maus aliada a um desinteresse pela centralidade da cruz de Cristo pode ser percebida com facilidade. De fato, a religiosidade alienante voltada para experiências extravagantes e a valorização indevida de anjos em alguns contextos são alguns dos problemas encontradiços nos dias de hoje. Esses equívocos precisam ser confrontados com a sábia e decisiva palavra inspirada de Paulo aos colossenses.


Luiz Sayão é professor em seminários no Brasil e nos Estados Unidos, escritor, linguista e mestre em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP).

https://pleno.news/opiniao/luiz-sayao/heresia-alienante-problema-constante.html



13 de maio de 2018

O verdadeiro Pentecostalismo


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Deus revelou ao profeta Joel que, nos últimos dias, haveria uma efusão do Espírito Santo sobre os fiéis (J l 2.28-32).

Por conseguinte, 140a promessa do derramamento do Espírito Santo não se destinava apenas aos crentes que se achavam reunidos no cenáculo, mas diz respeito a todos os servos de Deus em todos os lugares e épocas (At 2.1-13, 39).

O Movimento Pentecostal implica numa ação contínua e renovadora do Espírito Santo na vida da Igreja, fazendo com que esta cumpra cabalmente as demandas da Grande Comissão (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20).

1. O Movimento Pentecostal tem o testemunho dos séculos.

O escritor e jornalista Emílio Conde evidencia em O Testemunho dos Séculos, através de inúmeras provas, que o Pentecostalismo é um movimento legitimamente bíblico e que, historicamente, não se restringiu à Igreja Primitiva.

Não é, portanto, um modismo sueco ou norte-americano. Em seu Dicionário do Movimento Pentecostal, afirma o historiador Isael de Araújo que o "pentecostalismo, em suas diferentes formas, tem existido por toda a história cristã, tanto do Ocidente como no Oriente, desde o Dia de Pentecostes, em Jerusalém".

No verbete "cronologia do pentecostalismo mundial", o autor mostra um panorama das manifestações históricas do pentecostalismo do primeiro até ao século vinte.

2. O genuíno Pentecostalismo

Como distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo? O genuíno pentecostalismo não admite qualquer outra revelação além das Escrituras Sagradas, pois prima pela ortodoxia bíblica e pela sã doutrina (Cl 1.6-9). Logo, nossa única regra de fé e conduta é a Bíblia Sagrada, a inspirada, inerrante, absoluta e completa Palavra de Deus.

3. Características das igrejas pentecostais.

São igrejas legitimamente pentecostais as que, em primeiro lugar:

a) Aceitam a soberania da Bíblia Sagrada, como a inspirada e inerrante Palavra de Deus, elegendo-a como infalível regra de avaliação de toda e qualquer manifestação espiritual (2 Tm 3.16);

b) Mantém a pureza da sã doutrina, conforme a encontramos na Bíblia Sagrada (At 2.42; 1Tm 4.16);

c) Acreditam na atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais (At 2.39);

d) Cumprem integralmente as demandas da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mc 16.15-20);

e) Têm compromisso com a santidade, defendem o aperfeiçoamento da vida cristã através da leitura da Bíblia, da oração e do exercício da piedade na consolação do Espírito Santo (Cl 5.22; 1Ts 5.17-23; 1Tm 4.8).

4. Novos movimentos.

Vários movimentos, incorretamente intitulados de pentecostais, têm surgido ao longo dos anos. Tais dissidências acabaram criando um segmento esotérico, místico e sincrético que em nada lembra o verdadeiro cristianismo (Cl 2.18).

Tais são os desvios doutrinários desses movimentos que eles, sequer, podem ser considerados cristãos, pois incorporaram às suas liturgias práticas místicas e antibilicas, fazendo uso de sal grosso, rosa ungida, óleo e água "santificados", culto aos anjos, etc. Tais práticas são heréticas e inadmissíveis, não tendo nenhum respaldo na Palavra de Deus.

Conclusão

Podemos afirmar que Pentecostalismo é um movimento legitimanete bíblico e que, historicamente, não se restringiu à Igreja Primitiva.

O verdadeiro pentecostalismo caracteriza-se pela aceitação das Escrituras como a inspirada e inerrante Palavra de Deus, manutenção da sã doutrina, atualidade dos dons espirituais, cumprimento integral da grande comissão e compromisso com a santidade.




PR. Elienai Cabral
Fonte: Lições Bíblicas, CPAD, 2° TRI. De 2011
Divulgação: Subsídios EBD

https://sub-ebd.blogspot.com.br/2016/01/o-verdadeiro-pentecostalismo.html