Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

19 de agosto de 2017

O Que é Viver Bem? – Por Cora Coralina



Um repórter perguntou a Cora Coralina (poetisa que viveu até 95 anos):

– O que é viver bem?


Ela lhe disse:
“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou? Tenho consciência de serautêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois
BONDADE TAMBÉM SE APRENDE.”





http://www.revistapazes.com/4234-2/


18 de agosto de 2017

Saiba reconhecer o golpe da pirâmide financeira

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Empresas fictícias prometem ganho de dinheiro fácil e rápido com a venda de produtos e serviços. Veja como não cair nesse golpe.
Pirâmide financeira: Desconfie de negócios tentadores, mas que exigem algum pagamento antecipado (ronstik/Thinkstock)
 
A promessa é sempre a mesma: ganhar dinheiro fácil e rápido com a venda de um produto ou serviço. Quanto mais pessoas você levar ao grupo, mais dinheiro ganhará – mas, para isso, deve pagar uma taxa de adesão e uma mensalidade.
 
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Foi o que ouviu um consultor de seguros de São Paulo quando recebeu uma proposta de amigos para vender rastreadores de veículos. “A rede fazia saltar os olhos. Via todos eles ganhando dinheiro e até carro. Entrei e levei dez amigos comigo”, conta.

Na esperança de ganhar uma renda extra sem muito esforço, o consultor investiu 3 mil reais, até que o Ministério Público interrompeu a operação da empresa fictícia por crimes de estelionato e fraude – e ele saiu sem nem sequer reaver o valor investido. “Não adianta se iludir. Não existe dinheiro fácil”, diz.

Golpe antigo, as pirâmides financeiras são falsas empresas que nem sempre vendem produtos ou prestam serviços. O que movimenta seus negócios é a adesão de participantes a um grupo, cuja única finalidade é arrecadar dinheiro para seus líderes.

Esse tipo de operação é ilegal e pode fazer você ficar no prejuízo, mas ainda é comum e faz brilhar os olhos de muita gente em tempos de desemprego alto.

“É muito difícil combater essas pirâmides, porque elas se reinventam a todo momento. Durante a crise, é ainda mais fácil acreditar na falsa promessa de ter uma renda extra informal de um jeito fácil e rápido”, explica o pesquisador Renato Araújo, da associação de consumidores Proteste

Como funciona

Tudo começa com um convite para fazer parte de uma rede que vende produtos ou serviços, para ganhar uma remuneração alta. Muitas vezes, a apresentação desse grupo acontece por meio do boca a boca, em eventos fechados, onde os líderes da rede captam novos integrantes de forma insistente.

Para fazer parte do grupo, você deve pagar uma taxa de adesão e uma mensalidade. Quanto mais pessoas levar, mais dinheiro receberá em troca. Você recebe por cada integrante que que conseguir captar e pelos convidados dele, daí o conceito de pirâmide. Quem está na parte de baixo trabalha para aumentar os ganhos de quem está no topo.

“As pirâmides envolvem produtos ou serviços de baixo valor e de difícil entendimento, sem regras claras de remuneração, e exigem que você invista dinheiro antecipadamente. Elas não se sustentam a longo prazo, porque, para isso, precisariam envolver todas as pessoas do planeta”, explica a economista Ione Amorim, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Pirâmides financeiras X Marketing multinível

Muitas pirâmides financeiras ilegais se apresentam como empresas de marketing multinível. No entanto, esses grupos reais e legalizados vendem produtos com grande demanda no mercado e efetivamente úteis. Os vendedores são remunerados, sobretudo com base nas vendas, embora também possam receber uma comissão sobre a entrada de novos integrantes.

Já as pirâmides garantem rendimentos rápidos e acima da média para vendedores de produtos baratos ou serviços de pouca utilidade. Além disso, cobram taxa de adesão e mensalidade para fazer parte da rede.

Por isso, desconfie de negócios tentadores, mas que exigem algum pagamento antecipado. Suspeite da insistência exagerada para fazer parte de uma “equipe” e de encontros de empresas que não têm uma atividade muito clara. Vale também fazer uma busca na internet para conferir se a empresa tem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

“Desconfie de tudo que oferece um ganho muito vantajoso além dos ativos do mercado tradicional”, orienta Ione. É muito difícil recuperar o dinheiro que você pagou para o grupo, pois a Justiça pode considerar você cúmplice do negócio.


http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/saiba-reconhecer-o-golpe-da-piramide-financeira/

 

17 de agosto de 2017

Ainda há Lugar para o Terceiro Templo




Zwi Lidar


O Rabino Lau é de opinião que se poderia construir um Terceiro Templo sem para isso precisar remover os edifícios islâmicos no Monte do Templo.

A declaração do Rabino Superior asquenazita do Estado de Israel em exercício refere-se a um tema que instiga as emoções em geral. Por isso, a posição do Rabino David Lau, de que ele desejaria ver um Terceiro Templo do povo judeu sobre o Monte do Templo, não só rendeu manchetes, como também desencadeou um debate cheio de controvérsias. A questão do Monte do Templo é extremamente atual e repetidamente tem causado turbilhões no Oriente Médio e em todo o mundo muçulmano. Como a declaração do Rabino Lau oferece respaldo a uma minoria pequena, porém militante, que não só quer construir o Templo, mas também já se preparou minuciosamente para isso, o rebuliço por causa dela foi ainda maior.

O Rabino Lau comentou esse tema por ocasião de uma entrevista ao canal de TV do parlamento israelense. Pelo canal de TV do Knesset não se ouviu apenas que ele gostaria bastante de ver a construção de um templo judeu no Monte do Templo, mas que também defende a opinião de que para isso não seria necessário remover os edifícios muçulmanos existentes ali. Ele acha que existe “espaço suficiente para judeus, cristãos e muçulmanos – para todos”. A área do Monte do Templo abriga várias edificações muçulmanas, entre as quais a Mesquita Al-Aqsa, considerada pelos muçulmanos o seu terceiro lugar sagrado mais importante, bem como o Domo da Rocha. Os arqueólogos e os especialistas em judaísmo defendem diferentes teses a respeito da localização exata do templo judeu sobre o Monte do Templo. Alguns creem que o local do antigo templo judeu, destruído no ano de 70 d.C., é aquele hoje ocupado pela Mesquita Al-Aqsa. Outros apontam como local o Domo da Rocha, popularmente chamado erroneamente de Mesquita de Omar, erigido sobre um rochedo conhecido como Pedra da Fundação (hebraico: Even haShetiyya) e que para o judaísmo constitui o umbigo do mundo. A tradição judaica afirma que este seria o local da provação de Abraão e que ali foi construído o chamado Santo dos Santos do Templo. A esse mais sagrado recinto do Templo somente o sumo sacerdote tinha acesso uma vez por ano, por ocasião do Yom Kippur. Assim, um templo judeu teria de ser erigido exatamente no local em que o Templo se localizava antigamente. De qualquer modo, porém, seja qual for a tese predominante para o local, um Terceiro Templo teria necessariamente de ser erigido sobre as ruínas ou da Mesquita Al-Aqsa ou do Domo da Rocha. Considerando isso, a posição defendida pelo Rabino Lau, de que o Monte do Templo teria espaço suficiente para todos, tanto para um templo judeu como também para edificações muçulmanas, é, do ponto de vista judeu, totalmente revolucionária.

Na entrevista, o Rabino Lau não abordou este aspecto, mas ilustrou enfaticamente a razão por que ele gostaria de ver naquele local novamente um templo judeu brilhando em toda a sua glória. “Não tenho como dizer com precisão o que havia no Templo, mas a verdade é que, quando lemos os escritos dos profetas e dos sábios de Israel, começamos a entender por que todos os que se dirigiam àquele lugar ficavam cheios de inspiração, emoção, alegria e contentamento, e é por isso que anseio por tais dias.”

O receio dos palestinos de que Israel alimentaria aspirações sobre o Monte do Templo desencadeou em 2015 uma onda terrorista perceptível ainda hoje em Israel. O Monte é até hoje o coração do conflito israelense-palestino e também do conflito judeu-muçulmano. Trata-se de um conflito religioso que ao mesmo tempo implica questões de soberania e reivindicações territoriais e históricas, e em cujo contexto muitos representantes do mundo muçulmano e palestino negam qualquer vínculo judeu com o Monte do Templo, afirmando que o templo judeu se localizava em algum lugar totalmente diferente. Para arrefecer os ânimos, o governo israelense decidiu não permitir aos judeus que orassem sobre o Monte do Templo, e também de proibir a todos os deputados do Knesset o ingresso à área. Com a questão vista desta maneira – e apesar da abordagem inovadora do Rabino Lau, que provavelmente se reporta em alguma interessante sentença baseada na Halaca – não é de se esperar que suas declarações modificarão o status quo reinante no Monte do Templo. 
 
 
— Zwi Lidar
Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite novembro de 2016 
 
 

16 de agosto de 2017

Os Grandes Reinos do Mundo

 

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Charles E. McCracken

É uma experiência fantástica! Todos os presentes ficam em pé à medida que a melodia triunfante do “Coro de Aleluia” invade o auditório:
Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Pois o Senhor onipotente reina...
O reino deste mundo
Se tornou o reino do Senhor e do Seu Cristo...
E Ele reinará para sempre...
Rei dos reis! E Grande Senhor!
Aleluia!
O clímax do Messias de Georg Friedrich Händel, extraído do último livro da Bíblia, descreve o evento mais significativo nas profecias: a revelação de Jesus Cristo. O apóstolo João escreveu as palavras, e elas ampliam uma profecia do Livro de Daniel, o qual apresenta o esboço da progressão da história humana, que culmina no mesmo glorioso evento.

No ano 605 a.C., Nabucodonosor invadiu Jerusalém. Tendo recebido a notícia que seu pai, Nabopolasar, havia morrido, ele voltou à Babilônia para assumir o trono, levando consigo utensílios saqueados do Templo e também um seleto grupo de jovens judeus cativos. Daniel estava entre eles. Esta foi a primeira deportação. A última terminou em 586 a.C., com a destruição de Jerusalém e do Templo que o rei Salomão havia construído.

Na Babilônia, Daniel serviu a Deus com toda a dedicação. Ele demonstrava uma sabedoria tamanha que conquistou um lugar de proeminência que durou o tempo do reinado de vários reis, prolongando-se além da época do Império Babilônico. Não nos surpreende que Deus tenha confiado a ele a sinopse da história do mundo, uma vez que ele era “muito amado por Deus” (Dn 9.23; Dn 10.11,19).

Logo depois de chegar à Babilônia, Daniel interpretou o sonho problemático de Nabucodonosor a respeito de uma grande imagem com a cabeça de ouro, peito e braços de prata, abdômen e coxas de bronze, pernas de ferro e pés de ferro e de barro (Dn 2.21-35). Enquanto o rei a observava, uma pedra esmagou os pés da imagem, fazendo aquele colosso se despedaçar no chão.

Daniel explicou que a cabeça de ouro representava a Babilônia. Depois se seguiram três impérios gentílicos sucessivamente inferiores, que finalmente foram transformados em pó e espalhados pelo vento.


Os Três Primeiros Animais

Aproximadamente 50 anos mais tarde, Daniel teve um sonho que se assemelhava ao sonho de Nabucodonosor. De dentro de um mar turbulento e agitado emergiram quatro animais correspondendo aos quatro reinos do sonho de Nabucodonosor. Os dois sonhos enfatizam os mesmos impérios mundiais. Vistos de uma perspectiva humana, escreveu o estudioso da Bíblia John Walvoord, parecem “gloriosos e impositivos”; mas, do ponto de vista divino, as características dominantes são “a imoralidade, a brutalidade e a depravação”.[1]

 

Leão

O primeiro animal era como um leão, tinha asas de águia, e é quase que universalmente reconhecido como a Babilônia (Dn 7.4; cf. Jr 49.19-22). Enquanto Daniel olhava, as asas foram arrancadas, limitando seu potencial para futuras conquistas (Dn 7.4).[2] Ele foi“levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem” (v.4).Muitos crêem que isso se refere ao tempo em que Deus julgou Nabucodonosor por seu orgulho, fazendo-o ficar como um animal durante sete anos. Ele emergiu com uma nova atitude diante de Deus (Dn 4.36).

Urso

Movendo-se com dificuldade pela praia atrás do leão com asas, estava uma criatura“semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um de seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas” (Dn 7.5). O urso lento e desajeitado com um apetite voraz representa acuradamente o Império Medo-Persa. Grande e poderoso, ele conquistava através da “força dos números, por meio de uma capacidade elástica de absorver as causalidades”.[3] O urso levantado sobre um de seus lados parece indicar a crescente dominação da Pérsia, que finalmente absorveu os medos.[4]
As costelas entre os dentes do urso representam três reinos que ele devorou; são provavelmente o reino da Lídia, que caiu sob o poder de Ciro em 546 a.C.; o Império Caldeu anexado em 539 a.C.; e o Império Egípcio dominado sob o poder de Cambises em 525 a.C.[5] Ao urso foi dito: “Levanta-te, devora muita carne” (Dn 7.5).
Em outra das visões de Daniel, o império é retratado como um carneiro com um chifre mais alto do que o outro, que “dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir” (Dn 8.4).

Leopardo

A próxima criatura que surgiu da arrebentação era “semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio” (Dn 7.6). A velocidade do leopardo, acelerada por quatro asas, caracterizava com precisão os exércitos da Grécia comandados por Alexandre o Grande, que conquistou o mundo em aproximadamente uma década. A história mostra que logo após sua morte, em 323 a.C., o Império Grego foi dividido em quatro partes, entre Antípater (que foi sucedido por Cassandro), Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu.[6]
Na visão subseqüente, o Império Grego é representado por um bode com um grande chifre que é quebrado e substituído por quatro chifres notáveis (Dn 8.5,8,21). Depois, de um dos quatro chifres, surgiu um pequeno chifre, historicamente personificado por Antíoco IV, que governou a Síria de 175 a 164 a.C. (v.9). Buscando helenizar Israel, ele baniu o judaísmo, sacrificou um porco no altar do Templo, e erigiu uma estátua de Zeus nos átrios do templo. Essa estátua tinha a aparência do próprio Antíoco. O Templo foi mais tarde retomado e novamente dedicado a Deus, como Daniel profetizou (v.14).

A Besta Terrível

O último animal que emergiu do mar era “terrível, espantoso, e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; ... e tinha dez chifres” (Dn 7.7). Sem possuir nenhum equivalente no mundo animal, esse monstro simboliza “um poder mundial singularmente voraz, cruel e também vingativo”.[7]
Segundo Walvoord: “O Império Romano foi sem escrúpulos e implacável na destruição de civilizações e povos, matando cativos aos milhares ou vendendo-os como escravos às centenas de milhares”.[8]
Nada na história até hoje equivale à descrição: “Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino” (v.24). Como os artelhos no sonho de Nabucodonosor, os dez chifres indicam uma futura coalizão de governadores que existirão contemporaneamente.
Enquanto Daniel olhava, ele viu “que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência” (v.8). Não devendo ser confundido com o “pequeno chifre” associado ao Império Grego, o chifre de Daniel 7.8 emerge depois de haver deposto três governadores e representa o ditador mundial final (cf. Dn 7.24-25; Dn 11.36-45; 2 Ts 2.3-8; Ap 13.1-8).[9] Sob sua liderança, o Império Romano ressurge refletindo seu caráter enganoso, blasfemo e implacável.
Exigindo que o mundo o adore e destruindo todos os que se recusam a se sujeitar, esse líder mundial final é o Anticristo. Ele concentrará sua hostilidade contra o povo judeu, resultando em “grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt 24.21).

Uma moeda de bronze, cunhada após a destruição de Jerusalém ocorrida em 70 d.C. Na frente/cara vê-se um retrato do imperador romano Vespasiano; no verso/coroa, vê-se a inscrição latina “Judea Capta”, que significa “A Judéia está vencida”.

Alarmado, Daniel ficou olhando até que viu“que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado” (Dn 7.11), fazendo um paralelo com a revelação do apóstolo João na qual “a besta foi aprisionada (...) [e ela, juntamente com o falso profeta,] foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre” (Ap 19.20).

O Anticristo será o primeiro habitante do Lago de Fogo, e sua destruição põe fim à dominação gentílica do mundo.

O Messias, representado pela pedra que “foi cortada sem auxílio de mãos” no sonho de Nabucodonosor, então estabelecerá Seu reino, como descrito por Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído” (Dn 7.13-14).

Naquele momento, “o reino do mundo [se tornará] de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11.15). Aleluia!  


(Charles E. McCracken - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br) 

Notas:
  1. John Walvoord, Daniel: The Key to Prophetic Revelation [A Chave Para a Revelação Profética] (Chicago: Moody Press, 1971), 151.
  2. Albert Barnes, Notes on the Old Testament [Notas Sobre o Antigo Testamento], “Daniel” (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1980), 47.
  3. Will Durant, Our Oriental Heritage [Nossa Herança Oriental] (New York: Simon and Shuster, 1954), 360.
  4. Walvoord, 156.
  5. Frank E. Gabelein, Ed., Expositors Bible Commentary [Comentário Bíblico de Expositores] (Grand Rapids: Zondervan, 1985), 7:86.
  6. Ibid.
  7. H. C. Leupold, citado em Walvoord, 161.
  8. Ibid.
  9. H. A. Ironside, Lectures on Daniel the Prophet [Palestras Sobre Daniel o Profeta] (Neptune, NJ: Loizeaux Brothers, 1982), 133.

15 de agosto de 2017

O Que É a Vossa Vida? - TIAGO 4:13-17)




13_Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. 14_No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. 15 Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. 16_Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna. 17_Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.
Tiago fala da Falibilidade dos Projetos Humanos, tendo sua ênfase colocada principalmente na indagação do vs 14: “Que é a vossa vida?”

Não resta dúvidas que a ideia mais forte do texto que agora analisaremos é a imprevisibilidade da vida humana. Como esta é surpreendente! Poderia, por exemplo, Moisés, no dia da saída do Egito após a longa disputa com o faraó, imaginar que ele próprio não estaria na terra prometida? Poderia Bartimeu, que saiu a esmolar, imaginar que naquele dia o Senhor Jesus restituiria a vista e sua vida seria radicalmente modificada? Quantos de nós fomos também surpreendidos com o imprevisível!

Tiago reclama de pessoas que fazem plano de locomoção para uma cidade onde programam passar um determinado tempo e para ganhar dinheiro. Planejar a vida e ganhar dinheiro trabalhando honestamente não é pecado. Pelo contrário, é uma medida acertada. Planejamento e trabalho são virtudes a cultivar. A questão fundamental é que Deus foi esquecido, como Tiago menciona no vs. 15 “Devíeis dizer: Se o Senhor quiser, ...”.

Os judeus, como raça, caracterizaram-se como grandes comerciantes. Na Bíblia, nós os encontramos como agricultores e pastores de rebanhos. Mas, desde a dispersão, muitos deles se tornaram comerciantes e banqueiros. A habilidade comercial e a disposição para o trabalho fizeram dos judeus comerciantes afortunados.

Naqueles dias o mundo crescia. Muitas cidades estavam sendo fundadas. Numa povoação que começa a surgir a habilidade comercial tem amplas oportunidades. E os judeus eram bem acolhidos nas cidades onde chegavam e logo recebiam a cidadania, pois com eles chegavam o comércio e o dinheiro. Por isso o planejamento: “iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos.” O grande problema era o banimento de Deus nas decisões humanas.

Um exemplo dessa itinerância dos judeus está com Áquila e Priscila. Em At 18:2, Paulo encontra o casal que viera expulso de Roma, onde exercia o oficio de fabricantes de tendas. Em Romanos 16:3-5, o casal está de volta a Roma e inclusive em sua casa se hospeda a igreja cristã.

“No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida?" Penetrantes palavras! O que é a nossa vida? Veja o que diz o salmista: Sl 90:9,10 “... acabam-se os nossos anos como um suspiro. Passa rapidamente, e nós voamos...” Estas são declarações do salmista Moisés sobre a rapidez da vida humana. Sendo a vida tão rápida e incerta, planejá-la sem Deus é insensatez.
 
Em Lucas 12:13-21 temos a parábola do rico insensato. Os bens materiais eram o deus daquele homem e se constituíam na sua grande paixão. No discurso que ele pronunciou, não houve lugar para Deus. Só o EU: Farei, farei, derribarei, edificarei, recolherei, direi. Planejou para longo prazo: “Muitos bens para muitos anos”. Naquela noite, sua alma foi pedida. “Que é a vossa vida?”

“Vapor” ou “Neblina” seria nossa vida mais que estas duas figuras? A dona de casa destampa a panela, sobe o vapor que dentro dela se formou e logo se acaba. Muitos de nós vivemos como se nunca fôssemos morrer! Nunca nos lembramos que aos olhos de Deus somos como um vapor. Por isso, a recomendação do vs. 15 é oportuna: “Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Nunca devemos deixar Deus fora de nossos planos. Nenhum absolutamente nenhum deles!

O que significa dizer “Se o Senhor quiser”? Isso é suficiente para mostrar a dependência de Deus? Essa é uma advertência saudável, mas ao mesmo tempo se converteu numa frase rotineira que tem pouco significado para muitos dos que a usam. Não precisamos ficar repetindo, sempre “Se o Senhor quiser”. Isso não é suficiente neste caso, como que garantisse a presença dEle em tudo! Como que o simplesmente repetida vezes oramos e dizemos “em nome de Jesus” seremos atendidos, claro que não é assim!
Deve ser mesmo um desejo sincero e uma disposição autêntica do nosso coração, para que em nós se cumpra o querer de Deus.

No vs. 16 ”Mas agora vos jactais das vossas presunções;” Na Bíblia linguagem de hoje, traduzido assim: “Porém vocês são orgulhosos e vivem se gabando”. É o orgulho humano que nos leva a presumir que somos suficientes, que nos bastamos, e por isso podemos prescindir, dispensar a Deus. Moisés alerta o povo de Deus, em Dt 8, para que não esqueça os benefícios feitos pelo o Senhor. O povo não deveria dizer: “A minha força, e a fortaleza da minha mão me adquiriram estas riquezas”, mas sim se lembrar do Senhor, “porque ele é o que te dá forças para adquirires riquezas...” (vs. 17, 18). 
 
Orgulhar-se do progresso pessoal sem reconhecer que vem de Deus o poder e a capacidade para tal, é atitude maligna. Como diz Tiago: “Toda jactância tal como esta é maligna”. Jactância = vanglória; soberba; arrogância; amor-próprio.

O termo “maligna” é o mesmo encontrado no Pai Nosso: “mas livra-nos do mal” (Mt 6:13). Livra-nos do maligno, ou seja o MALIGNO precede o ORGULHO! É ele o MALIGNO que inspira os homens a se orgulharem da grandeza do que adquiriram. Cuidado com a auto suficiência!

De repente, parece que, quebrando a sequência dos argumentos, Tiago diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. 
 
Seria uma sentença isolada, desligada de toda a argumentação anterior, não fosse o “pois”. A frase tem conexão total com o que anteriormente foi exposto. Na realidade, o vs. 17 faz a ponte entre o discurso contra os comerciantes (vs. 13-16) e o discurso contra os ricos e opressores (Tg 5:1-6). 
 
As pessoas dotadas de mais posses têm melhores condições de ajudar os necessitados. (LEI DA SEMEADURA).
Os prósperos negociantes do texto que ora tratamos não o faziam. Omitiam-se . Os ricos negociantes do texto a seguir, não apenas deixavam de ajudar, mas oprimiam. Omissão e repressão: a ordem é lógica. A omissão é apenas o inicio da opressão, porque esta é a sequência da insensibilidade que se inicia com a omissão. É o desinteresse pelas pessoas, a falta de amor e de compaixão cristã pelas criaturas necessitadas que tornam o coração endurecido.

A única preocupação do elemento passa a ser a preocupação consigo mesmo. Por isso, com muita propriedade, já dizia o teólogo Manson, O Pecado é a abolição dos dez mandamentos e a instauração do décimo primeiro: “Tu te amarás a ti mesmo sobre todas as coisas”. (Mt 22:39)
A essência do pecado é o egoísmo, e ainda que teologicamente se possa discordar deste conceito, há que se concordar que o homem em pecado rejeita a Deus e o próximo e se constitui a si mesmo como o centro do seu universo. Só então entendemos por que a omissão é pecado!

Como pecado, a omissão será punida por Deus. O grande exemplo que nos vem da Bíblia está na parábola do rico e Lázaro, encontrado no livro de Lc 16:19-31. O rico terminou no inferno. Não apedrejou Lázaro. Não o escorraçou nem o defraudou até levá-lo à mendicância. Nada disso! O rico “apenas” ignorou Lázaro. O texto bíblico nos diz que Lázaro, coberto de úlceras, foi deixado ao portão do rico. Seu desejo era alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. Na Palestina, as pessoas ricas tinham o costume de molhar o pão para que com ele lavassem as mãos sujas de comida, já que, não tendo talheres, eles comiam com as mãos, jogando pedaços de pão molhado debaixo da mesa... Lázaro era um homem tão fraco que os cães vinham lamber-lhe as feridas e ele nem sequer tinha forças para espantá-los. E é interessante observar que ele via os ricos, mas estes não o viam. Sim, o rico só foi ver Lázaro lá no inferno.

É triste pensar na insensibilidade das igrejas que constroem templos suntuosos. Imponentes catedrais “para a glória de Deus”. Será realmente esta a vontade de Deus? As pessoas passam necessidades, vão até nossas casas, sabem que somos cristãos, e muitas ou quase sempre batemos com a porta em sua cara. 
 
Que tipo de Deus é este que, para ser glorificado em um bairro miserável, as pessoas não se relacionam, estão acima do nível social, não falo com fulano, com beltrano, etc...
 
Se Jesus Cristo nos revelou um Deus cuja glória não está nas paredes, mas nas pessoas? O que uma igreja em condições assim pode comunicar aos seus vizinhos? Quanto de nossa vida eclesiástica, centrada no templo, é amor a Deus, e quanto é escapismo dos problemas de um mundo tão necessitado, não apenas no espírito, mas também no corpo? 
 
Não somos culpados, nós mesmos, de grande parte do desinteresse e desprezo que o mundo tem se levantado conta a igreja? Que interesse real o mundo pode sentir da igreja para com ele? Quem resiste a coisas boas?

“Pobre tem alma!”, poderá alguém dizer que discorde dos que se preocupam com as necessidades materiais do povo. Com certeza o pobre tem alma. Mas, o que a igreja precisa lembrar é que “rico também tem alma” e nem sempre está ela fazendo isso aos poderosos. E mais importante ainda: A igreja precisa lembrar que “pobre também tem corpo”. Parece que isso é que tem sido esquecido. Pregamos, exortamos, motivamos, pedimos a Deus, ele faz o milagre. E nossa parte como tem ficado, deixamos de fazer o bem! Isso é pecado, Tiago está dizendo isso. 
 
A igreja de Cristo que passa a viver somente dentro das quatro paredes, admirando sua estrutura, seu programa, seus projetos, esquecida das pessoas, que são imagem e semelhança de Deus.

Pobre também tem corpo, tem necessidades materiais. Tiago nos mostra claramente. E nós temos coragem de dizer que os ricos que eles também tem alma, e que darão contas a Deus de sua vida.

Quanto a nós, evitemos a omissão. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não faz, comete pecado.” Evitemos transformar a nossa fé em ideologia separada do mundo e no escapismo histórico. 
 

http://alcyricardo.blogspot.com.br/p/estudo-livro-tiago-cap-4.html