Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. (Colossenses 2:3)

Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.(Efésios5:6)
Digo isso a vocês para que não deixem que ninguém os engane com argumentos falsos. (Colossenses 2:4)

27 de julho de 2017

A Origem das Contendas - Tiago 4:1-10


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1_Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? 2_Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. 3_Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. 4_Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. 5_Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme? 6_Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes. 7_Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. 8_Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações. 9_Senti as vossas misérias, lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza. 10_Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

No vs. 1 Tiago nos mostra que naqueles dias havia hostilidade no meio das comunidades cristãs da época. Assim como temos hoje. Há divisões, rixas, e competições na igreja de Cristo, infelizmente. Como chega a acontecer isto? Por que é assim?


“Donde vem as guerras e contendas?” A resposta de Tiago é imediata: “Dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam”
Deleites (hedonôn), que é hedonismo, a concepção da vida segundo a qual o prazer é a finalidade, o bem supremo da vida. É a glorificação dos sentidos.
Os deleites estão na “carne”, no homem interior.
A lucidez de Tiago é grande: A força dos prazeres que operam na nossa vida produz o clima de regras sociais, dentro das igrejas. Trocando em miúdos, o espirito de contendas entre os cristãos é produto da carnalidade humana, da carne trabalhada pelo intenso desejo de prazer, de satisfação. É o homem dominado pela carne que produz problemas na igreja. Tiago o contrapõe ao homem sujeito a Deus (vs 7), que poe o Diabo em fuga.

“Cobiçais e nada tendes”. Desejar melhores condições de vida não é errado. É uma legitima aspiração humana. Mas, “cobiçar” aqui não é uma aspiração legitima. A conseguencias dos verbos no vs 2 esclarece bem: cobiçar, matar, invejar, combater, fazer guerras. Não são desejos inspirados por Deus. São inspirados por deleite, prazer.


O “matais” não quer dizer que havia assassinatos naquelas igrejas. A figura empregada pelo autor é de uma guerra entre pessoas e nações, é como houvesse uma semelhança nas igrejas o espirito de contendas carnal entre as pessoas, uma natureza puramente humana.


“Nada tendes, porque não pedis” é uma declaração obvia, mas a sua continuação é alerta contra as orações sem valor, mal direcionadas.
O ensino de Jesus sobre a oração do sermão do monte, (Mt 7:7-8) “7 Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. 8 Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á”. É em termos absolutos. “todo o que pede, recebe.”
Tiago relativiza. Se tudo o que pedíssemos fosse atendido por Deus, seríamos infelizes. Muito do que pedimos não é o melhor. E, também, oração não é obrigar Deus a fazer o que queremos. Pedimos muitas vezes e não recebemos porque pedimos mal. São os deleites, os prazeres, que nos levam a pedir mal, de forma desfocada da vontade Divina.
Calvino certa vez disse, sobre este assunto “Queriam fazer de Deus o ministro de suas próprias concupiscências”.


Muitos gostariam de usar Deus para seus propósitos, que não são muito edificantes.
Os valores daqueles cristãos deveriam ser outros. Estavam, como a igreja de Laodicéia, apaixonadas por valores mundanos, mas absolutamente desinteressados pelos valores que, aos olhos de Deus, realmente contam.

Nos vs. 4, Tiago clama contra o amor ao mundo. Importa lembrar aqui que “mundo” não é as pessoas . “Deus amou o mundo...” (Jo 3:16). Temos um sentido moral no termo: um sistema de valores humanos pervertidos e organizados contra Deus, como “Babilônia”, por exemplo. Não é possível amar a Deus e ao conjunto de valores que se opõe a ele. Assim Tiago reclama: “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?”.


“Infiéis” traz literalmente o sentido de “adúlteras” (feminino, designando as pessoas que deveriam ser consorciadas com Deus e o traíram). A figura de adultério para configurar a infidelidade espiritual vem do Velho Testamento. Iavé desposou Israel, quando do Êxodo. A proteção (da parte de Deus) e a submissão (da parte de Israel), elementos presentes na união conjugal, estavam assumidos pelas partes. Com a busca de outras divindades, Israel adulterou. Quebrou sua palavra. Jeremias é muito preciso: “Deveras, como a mulher se aparta sem motivo de seu marido, assim Israel fez com o Senhor” (Jr. 3:20).
A figura de casamento também esta presente no Novo Testamento: “... pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a ele e como virgem pura” 2 Co 11:2. Cristo e a Igreja são exemplo nupcial para o casal. A figura é bem elaborada: amor, dedicação e fidelidade.

O cristão deu seu coração a Jesus Cristo. Apaixonou-se por ele. Amar o mundo é adulterar contra Cristo, é dividir o amor que lhe foi prometido. Isto é não possível!


O próprio amor cristão pode ser desfocado e vir a ser tao pernicioso quanto o amor ao mundo. “Amar o mundo é dar o nosso coração ao materialismo, à ambição ou ainda a coisas muito boas e válidas mas que assumem importância maior que o nosso Criador.
O amor à pregação do evangelho pode ser amor ao mundo, se gostamos de fazer pelo destaque, porque somos muito bom na oratória, etc...
O amor à nossa casa de oração (templo) poder ser amor ao mundo, se estamos tão ocupados com a aparência do lugar e não com as pessoas, a adoração ou ao servir ao Senhor.
O orgulho de ser cristão, a motivação de estar a frente em alguma função na igreja , se o foco não para o Senhor, isto também é amor ao mundo.
Tiago não nos deixa meio-termo: o amigo do mundo é inimigo de Deus. O homem não precisa ser inimigo de Deus. Ele se torna assim porque quer.


Vs. 5 ”Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme?”. O cristão não pode dividir se afeto, dando-o pela metade a Deus e pela metade a outras coisas. Isto é idolatria.


Só há um Deus. Grande advertência! Amamos a Deus mais que aos nossos bens, mais que as pessoas com as quais vivemos? Temos, realmente, um só Deus ou formulamos tal declaração de fé e deslocamos o Senhor para a periferia de nossa vida, dando aos deuses modernos, como carro, eletrodomésticos, posição social e ideologias, o primeiro lugar?

6_Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes.
É uma citação de Provérbios 3:34. Não devemos nos orgulhar. Está certo. Mas, o que faz esta declaração aqui? Não estaria deslocada? Qual o sentido de sua colocação neste lugar?
A soberba, o orgulho e o desejo de autoconfiança sem Deus que levam à amizade pelo mundo, deixando o Senhor, em segundo plano. Tais pessoas, ele resiste. Não as aceita porque são amigas do mundo, e logo, suas inimigas. Mas, “dá graça aos humildes”. A mesma ideia é apresentada em I Pe 4:5, 6, sendo assim ratificada.


O deleite pode ser vencido! Não é necessário ser vencido por ele, tendo a vida frustada que os vs 1-3 nos mostram. Tampouco é necessário ser inimigo de Deus, amando o mundo. Assim é que Tiago introduzirá nova personagem, o Diabo. Seus agentes já apareceram em 2:19 (os demônios), mas ele surge aqui, pela primeira vez, no vs 7.
Tiago está falando de desejos hedonistas e de amor para com o mundo. Quem estaria por trás de tudo isto? O Diabo é “o príncipe deste mundo” (Jo 12:31). Ele é quem estimula, alimenta o amor ao mundo nos corações humanos.


No vs. 7_Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Deve ser visto dentro de uma perspectiva global, e não fragmentada. Há neste vs duas frases que não podem ser dissociadas/separadas:


A 1ª frase é “Sujeitai-vos, pois a Deus;” A 2ª é “Mas resiste ao Diabo”.


Temos aqui duas características que fazem parte da vida do Cristão.


Somos exortados a resistir ao Diabo porque assim fazendo ele fugirá de nós. É importante, no entanto, observar que “sujeitai-vos, pois a Deus” precede a ordem de resistência.
Muitos cristãos sinceros tem caído porque lutam conta o inimigo sem uma perfeita submissão ao Senhor.
Vale dizer, tem resistido ao Diabo na carne, e tem sido derrotados.


Há exemplos bíblicos que nos ajudarão a entender bem o fato acima citado.
O primeiro casal e o Senhor Jesus. Nas duas experiências de tentação, encontramos uma rendição vergonhosa e uma resistência vitoriosa. No caso da rendição, não se vê nem resistência nem busca de Deus ou submissão a ele. Pelo contrário, o questionamento da serpente sobre os motivos de Deus foi bem aceito.
No caso da resistência vitoriosa, encontramos um homem totalmente confiante e submisso ao Pai. A lição é inequívoca: para resistir com sucesso ao Diabo é preciso submeter-se a Deus.


No vs 8_Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações.
Na parte “A” do vs. nos dá uma ideia imediata que nossa atitude produz a ação divina. Se nos achegarmos a Deus, então, e só então, ele se chegará a nós. Em Jo 15:16, encontramos ideia oposta: “Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós,”. A ideia aqui é que Deus agiu primeiro. De modo semelhante, IJo 4:10 nos declara: “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” Novamente a iniciativa pertence ao Senhor.


Por amor Deus em sua soberania permite a si mesmo fazer certa parte e nada mais. Ele estabeleceu limites para si mesmo quando criou o homem e nunca obriga ninguém a tomar uma decisão contra a sua própria vontade. Deus fez tudo o que era possível, dando-nos seu Filho e atuando pelo Espirito Santo. É a isto que o homem tem que responder. Deve chegar-se a Deus, e quando assim o faz descobre que Deus esta ali, chegando-se a ele.


Tiago deixa a questão dos prazeres, do mundo e do Diabo.


Passa a dar instruções aos cristãos daqueles dias e pra nós também de como nos aproximarmos de Deus. Apresenta sentenças curtas, cada uma contendo uma verdade. Não há uma argumentação continuada, mas, à semelhança do livro de Provérbios.


COMO SE APROXIMAR DE DEUS? 

A 2ª parte do vs 8, vs 9 e 10 tratam exatamente de como se dá a aproximação homem-Deus. SÃO CINCO PASSOS.  

1º Passo: Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificai os corações. (parte “b” vs 8).
Os sacerdotes deviam lavar as mãos era mais que um costume.
No entanto, Os discípulos de Jesus não lavavam as mãos para comer.

Para chegarmos a Deus, precisamos de um espirito de pureza, de um desejo de santificação, despojando-nos da impurezas. A ideia é reforçada pela expressão:

“purificai o coração” dirigida aos de “espirito vacilante” ou “hipócritas”.

A “mãos” representam o exterior e nos dá a ideia de ação, O “Coração” nos remete ao intimo da pessoa. O seu interior e nos dá ideia das emoções e das efetividades da pessoa.
Para uma aproximação correta de Deus, é preciso uma purificação tanto interna quanto externa, tanto de sentimentos quanto de atitudes. O que agrada a Deus não é a mera exterioridade, mas a coerência entre o fazer e o ser.

O vs 9 começa com três verbos: sentir, lamentar e chorar. Mostram uma atitude de quebrantamento. 

2º Passo: 9a_"Senti as vossas misérias, lamentai e chorai;" Sentir pelo seu estado espiritual; Lamentar-se e chorar pelos seus pecados.
 
3º Passo: 9b_”torne-se o vosso riso em pranto,” Uma correta aproximação de Deus leva a uma atitude de chorar os pecados. O estado de espirito da pessoa muda. Quem aproxima de Deus com seriedade não o fará de modo relaxado ou com espirito como que não quer trabalhar.
 
4º Passo: 9c_”e a vossa alegria em tristeza.” Mostra que há uma mudança emocional no estado de espirito de quem se aproxima de Deus em busca de santificação.
A força do texto se acentua quando descobrimos que palavra “tristeza” nos dá uma ideia de “olhar para baixo, para o chão”, numa atitude de vergonha. O publicano de Lc 18:13, não ousava levantar os alhos para o céu.
É impossível buscarmos uma aproximação mais profunda de Deus sem sentirmos vergonha de nosso estado espiritual. Sua luz mostrará nossa imundícia e nos levará à vergonha. 

5º Passo: Vs. 10_Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. O exemplo mais claro e que faz a mais excelente prova dessa passagem é o do nosso Salvador, como Paulo nos mostra em Filipenses 2:5-11. Ele se esvaziou, humilhou-se até a morte, e morte de cruz; por isso, “...9_Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; 10_para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11_e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Foi exaltado sobre tudo e todos, mas antes, esvaziou-se. Sim, “Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes”.


Vs. 11 Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. 12 Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?


Tiago nestes dois vs. fala claramente o que acontece com os cristãos que sem sabedoria fala mal dos outros, quando assim o fazem está julgando a própria Palavra de Deus, que condena tal atitude. 

O texto que estudamos é uma chamada à consagração. E três promessas são feitas aos que buscam a consagração:
1ª) O diabo, fugirá deles;
2ª) Deus se chegará a eles;
3ª) Deus os exaltará.
São preciosas promessas aos que se submetem a Deus, humilhando-se diante dele. 


http://alcyricardo.blogspot.com.br/p/estudo-livro-tiago-cap-4.html


26 de julho de 2017

Reforma Protestante





Reforma Protestante foi a grande transformação religiosa da época moderna, rompeu a unidade do cristianismo no Ocidente e alterou de forma radical a estrutura eclesiástica.

Em cada região assumiu características diferentes: no Sacro Império teve a liderança de Martinho Lutero; na França e na Holanda os princípios de Lutero foram ampliados por Calvino; na Inglaterra, conflitos entre o rei e a Igreja deram origem ao anglicanismo. 
Origem da Reforma Protestante

O processo de centralização monárquica que dominava a Europa desde o final da Idade Média, tornou tensa as relações entre reis e igreja, até então a centralizadora do domínio espiritual sobre a população e do poder político-administrativo sobre os reinos.

A Igreja – possuidora de grandes extensões de terra – recebia tributos feudais controlados em Roma, pelo papa. Com o fortalecimento do Estado Nacional Absolutista, essa prática passou a ser questionada pelos monarcas.

Os camponeses também estavam descontentes com a Igreja. Na Alemanha os mosteiros e bispados possuíam imensas propriedades, os bispos e os abades viviam às custas dos trabalhadores da cidade e dos campos.

A Igreja condenava as práticas capitalistas nascentes, entre elas a “usura”- a cobrança de juros por empréstimos, consideradas pecado, e defendia a comercialização sem direito a lucro o “justo preço”, reduzindo o poder de investimento da burguesia mercantil e manufatureira. 

Tomismo e Teologia Agostiniana

Dentro da própria Igreja dois sistemas teológicos, o tomismo, e o da teologia agostiniana, se defrontavam. Mas, a desmoralização do clero, que apesar de condenar a usura e desconfiar do lucro, veio com a prática do comércio de bens eclesiásticos.

Faziam uso da autoridade para obter privilégios, desrespeitavam o celibato clerical e a venda de cargos na Igreja era uma prática comum desde o fim da Idade Média. O maior escândalo foi a venda de indulgências, isto é, o perdão dos pecados em troca de pagamentos a religiosos.

A Reforma de Lutero

A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero (1483-1546), monge agostiniano alemão, e professor da Universidade de Wittenberg. Crítico, negava algumas práticas comuns apregoadas pela Igreja.

Em 1517, revoltado com a venda de indulgências, realizada pelo dominicano João Tetzel, escreveu em documento com as 95 teses que radicalizava suas críticas à Igreja e ao próprio papa.

Em 1520 o para Leão X redigiu uma bula condenando Lutero e exigindo sua retratação. Lutero queimou a bula em público o que agravou a situação.
Em 1521 o imperador Carlos V convocou uma assembleia “Dieta de Worms”, na qual o monge foi considerado herege. Acolhido por parte da nobreza, refugiou-se no castelo de Wartburg, onde dedicou-se à tradução da Bíblia do latim para o alemão, e a desenvolver os princípios da nova religião.

Em 1530, a Confissão de Augsburgo, escrita por Melanchthon, discípulo de Lutero, fundamentou a doutrina Luterana. Seguiram-se guerras religiosas que só foram concluídas em 1555, pela “Paz de Augsburgo”, que determinou o princípio de que cada governante dentro do Sacro Império poderia escolher sua religião e a de seus súditos.

Calvinismo

A revolta de Lutero se espalhou pelo continente europeu, suas ideias foram reformuladas por alguns de seus seguidores, particularmente pelo francês João Calvino (1509-1564) pertencente a burguesia e influenciado pelo Humanismo e pelas teses luteranas, converteu-se em ardente defensor das novas ideias.

Escreveu a “Instituição da religião cristã”, que veio a ser o catecismo dos calvinistas. Perseguido, refugiou-se em Genebra, na Suíça, onde a Reforma havia sido adotada. Dinamizou o movimento reformista através de novos princípios, completando e ampliando a doutrina luterana.

Nada de imagens nas igrejas nem sacerdotes paramentados. A Bíblia era a base da religião, não sendo necessária sequer a existência de um clero regular. Para Calvino a salvação não dependia dos fieis e sim de Deus, que escolhe as pessoas que deverão ser salvas (doutrina da predestinação).

O calvinismo expandiu-se rapidamente por toda a Europa, mais do que o luteranismo. Atingiu os Países Baixos e a Dinamarca, além da Escócia, cujos seguidores foram chamados de presbiterianos, da França foram os huguenotes e da Inglaterra os puritanos.

Contrarreforma

A Contrarreforma foi o movimento que surgiu na Europa em consequência da expansão do protestantismo. Em 1534, foi fundada por Inácio de Loyola, ex-soldado espanhol da religião basca, uma ordem religiosa denominada Companhia de Jesus.

Organizada em rígido modelo militar, a Companhia formava seus membros, os jesuítas, como “soldados de Cristo”, que gozavam da confiança do papa e buscavam combater o protestantismo por meio do ensino e expansão da fé católica.

Decidiu-se a reativação do Santo Ofício, criado durante o século XIII, responsável pelo Tribunal da Inquisição, que condenou à tortura e à morte aqueles que se desviavam do dogma da Igreja.

Em 1545 e 1563, realizou-se o Concílio de Trento, com representantes da Igreja católica de toda a Europa. Dele surgiu uma Igreja reformada. Foi criado ainda o Index, lista de livros proibidos pela Igreja, incluindo livros científicos (de Galileu, Giordano Bruno, entre outros).

A Contrarreforma não destruiu o protestantismo mas limitou sua expansão. Seu sucesso encontra-se na América Latina, local de maior concentração de católicos no mundo.
http://500anosdareforma.com.br/historia/

25 de julho de 2017

Qual visão política o cristão deve ter?




Não é preciso ser um cientista político para perceber a situação de completo caos que se encontra nossa nação. Escândalos de corrupção eclodem a todo momento, levantando o tapete e mostrando toda podridão de conluios e conchavos feitos outrora, com o fim de favorecer a políticos que visam apenas o enriquecimento pessoal, desviando milhões, até trilhões para seus próprios bolsos. No entanto, pelo menos a nossa vista, isso não é grande surpresa, também não é o que pretendemos tratar nesse texto, apesar de saber que é um assunto do nosso interesse, mas sim, qual tem sido e qual deve ser a reação do povo de Deus frente à tamanha desordem.

O que nos chama a atenção é que, no meio desse turbulento cenário social, muitos cristãos dividem-se em duas correntes de pensamento político (ou até três), depositando certa expectativa nas mesmas, achando que de alguma forma haverá algum tipo de melhora na situação do Brasil. Esse deposito de “esperança” nos trâmites políticos através de orientações e até pessoas que representem essas orientações, configura um grave erro, que inclusive já foi cometido no passado, e é exatamente esse erro que pretendemos expor agora, na passagem citada no título deste artigo.

Depois de uma longa trajetória a frente da casa de Israel como juiz e sacerdote do SENHOR, Samuel agora é velho e está cansado, ser juiz do povo de Deus consome muita energia, e ele já não te o vigor de antes. Vendo que já não suportaria o fardo por muito mais tempo, Samuel decide colocar como juízes de Israel seus dois filhos; Joel e Abias. Mas antes de continuarmos sobre a descrição dos fatos que se seguem no texto, é válido uma análise do contexto anterior a essa narrativa.

Samuel, desde o começo de sua história foi um homem envolvido na casa de Deus, como cumprimento da promessa que fez sua mãe; Ana, caso viesse a dar à luz a um filho. A despeito dos filhos de Eli, Hofni e Finéias, que embora tão jovens quantos Samuel, eram maus e faziam o que desagradava a Deus, Samuel desde cedo aprendeu a ouvir a voz do SENHOR e a pensar de acordo com a Lei de Deus.

No capítulo 7 do livro de I Samuel, o profeta desempenha da parte de Deus um papel crucial na recuperação da arca do Senhor e na vitória de Israel sobre os filisteus, de sorte que observando toda a trajetória de Samuel, perceberemos que apesar de ser um importante canal usado pelo Criador para conduzir o povo ao arrependimento (I Samuel 7:3), o que era parte do ministério profético, era o próprio Deus quem administrava a casa de Israel por meio dele, e embora pensemos que pela instrumentalidade de Samuel, Deus tenha sido um governante indireto do povo, quando entendemos quem é o SENHOR, sabendo que todas as coisas ocorrem segundo o bom propósito de Sua vontade, nitidamente chegamos à conclusão que o Rei de Israel sempre foi o próprio SENHOR, tendo desempenhado todos os papeis “cabíveis a um rei”:
1) Libertação e condução do povo à vitória diante dos inimigos: Na história do êxodo, ocorre com o povo, além de liberto da escravidão ou de uma situação de julgo de outro povo sobre si, lemos a ação “militar” de Deus quando vence o exército egípcio, o lançando no mar e o afogando.
2) Provedor e administrador: No caminho pelo deserto, como Rei do povo, o SENHOR providenciou os recursos necessários para que a nação de Israel permanecesse viva, numa que “nem suas sandálias se desgastaram”.
3) Julgamento e aplicação da justiça: quando rebeldes insurgentes se levantavam no meio do povo, com o fim de o corromper e o levar ao erro, promovendo desordem social, o próprio Deus se encarregava de os julgar e punir com a devida demonstração de integridade e justiça.
Constatar assim, que o SENHOR Deus era o Rei de Israel é um caminho lógico a ser percorrido e traçado na própria Escritura. É importante notar isso, para que compreendamos agora com mais nitidez, a fala do SENHOR no versículo 7 do capítulo 8, quando o SENHOR diz: “E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles”.
 
A observação feita por Samuel é corrigida por Deus, pelo fato de que Samuel analisou a situação pela ordem de que; como os filhos de Samuel eram maus juízes em Israel, ele estava sendo rejeitado e por isso Deus também o estava sendo. Entretanto, a ótica divina ressalta a situação inversa, pois o povo não estava rejeitando Samuel por causa de seus filhos, mas estavam rejeitando o próprio Deus, depositando a melhora da “administração” da nação através de um homem que os governasse como um rei. Ou seja, o povo não estava rejeitando o arauto de Deus para depois rejeitar a Deus, mas estavam rejeitando o governo direto do SENHOR sobre o povo desejando um outro rei.
 
Aqui talvez seja válida o seguinte questionamento: Será que seria de fato um pecado Israel pedir um rei a Deus? Para responder essa pergunta, devemos analisar um outro texto bíblico, Deuteronômio 17.
O texto diz:
Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim; Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos. Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si. Dt 17: 14-16.
As condições para estabelecimento de um rei estão arroladas neste capítulo, e uma das que se destacam é o não acúmulo de bens e riquezas. Ou seja, quando Israel se estabelecesse na terra que o SENHOR havia prometido, o próprio Deus se encarregaria de designar um homem que pudesse reinar sobre o povo, e uma das marcas do seu reinado, seria exatamente o não acúmulo de bens baseados em espoliação sobre o povo.

O que ocorre em I Samuel 8, é o inverso desta situação. Como pena por ter rejeitado o governo de Deus desejando um homem que não havia sido indicado pelo SENHOR para ser rei, Israel sofrerá com um monarca que teria como gana primária as riquezas, tesouros e bens que ele acumularia através da imposição de uma servidão sobre o povo.
 
O cumprimento desse juízo é facilmente notado, no episódio narrado no capítulo 15 do mesmo livro, quando Saul desobedece a ordem de Deus por meio de Samuel, e ao invés de destruir todo o povo dos amalequitas juntamente com seus bens e riquezas, “Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruiu totalmente”. Por conta desse pecado, ele fora rejeitado como rei, e o povo posteriormente sofreu derrotas nas mãos dos filisteus, até que Davi fora entronizado, e lutou contra os mesmos, livrando o povo de seu inimigo.

Não está de fato exposto aqui a situação de servidão que o povo teve para com seu rei, embora seja notório que ao longo da narrativa nota-se que o rei tinha servos e servas. A rígida rejeição de Saul como rei, por si só, já revela o grande erro do povo ao ter pedido que um rei fosse ungido, segundo o gosto do povo e não de Deus.

A questão agora é como tudo isso pode se aplicar a nós hoje, e como muito cristãos erram ao depositarem sua confiança e esperança em sistemas políticos.

A situação não gira em torno de como os ímpios agem, numa que certamente eles elegem para si personalidades que lhes parecem mais capazes de promover a paz e a ordem, como redentores de suas vidas, na expectativa de que vivam um mundo melhor, mas em como cristãos observam essas atitudes e as copiam agindo exatamente da mesma forma.

Direita ou esquerda? Socialismo ou libertarianismo? E se nós lhe dissermos que nenhuma nem outra? Agora observemos com atenção o salmo 2.

Este salmo escrito por Davi, com certeza fala acerca do seu reinado e sua perspectiva acerca de como Deus governa a nação de Israel através dele, quando chama a si mesmo de ungido do SENHOR. Entretanto, olhando para a progressão da revelação, entendemos que também pode ser aplicado ao governo de Cristo sobre o mundo, como sendo o Filho de Deus e o real Ungido do SENHOR.

Enquanto os governantes desse mundo, apelam para seu tão frágil momento de poder, o SENHOR dos altos céus, tendo escolhido para si um Rei que governará seu povo, zomba e ri de todos eles. O rei do salmo 2 é apontado como aquele que julgará com vara de ferro as nações, e que seria insensato se rebelar contra ele.

É nítido que há uma divergência clara entre os reis da terra e o Rei dos reis, como, pois, poderíamos achar que há algo neste mundo que poderia prender nossa atenção e esperança crendo que de alguma forma homens poderiam ser a esperança de nações?

Este texto não pode ser utilizado para promover a anarquia, pois sabemos que as autoridades são instituídas por Deus para servirem como instrumentos de justiça. Nem tão pouco estamos falando que é inútil exercermos nossa responsabilidade social, seja através do voto ou de todos os exercícios cívicos exigidos de nós como cidadãos, pois nos é exigido uma conduta moral e social ilibada e isso inclui com certeza uma postura cristã de bom testemunho diante do mundo.

Nossa intenção é fazer nítido a todos que, sua esperança como cristão não está posta em homens, não está posta em sistemas de governo, nem em filosofias de direita, esquerda ou quaisquer outras orientações políticas, mas em Cristo! Somente em Cristo podemos ter alguma esperança de um futuro melhor, que se dará apenas em sua volta, quando destruirá o mal e eliminará de uma vez por todas o pecado.

Nas Escrituras Cristo é chamado de “O Príncipe da paz”, devemos lembrar qual é a função do príncipe no contexto em que esse título foi atribuído ao messias. Geralmente, o príncipe é o filho do rei que exerceria o papel de chefe dos generais dos exércitos. Ele ia lutar as guerras pelo reino, para conquistar os reinos inimigos. Tendo conquistado, declarava que aquele pedaço de terra agora pertencia ao seu reino, e, portanto, ao seu rei. A mesma coisa ocorre com Cristo, Ele é o Filho do Rei, sendo Ele mesmo Rei, que sai em campanha de guerra contra os inimigos. No final de tudo, Cristo vencerá os inimigos de uma vez por todas e declarará a paz neste mundo sendo seu.

Assim, quando depositamos nossa esperança em algum sistema político ou mesmo em algum político, estamos colocando nossa expectativa em outro rei que não Jesus, logo, nos distanciamos da perspectiva do Reino de Deus em seu Cristo. Além do que, estamos alicerçando nosso coração em homens cujos os corações são tão enganosos quanto os nossos, e que cedo ou tarde militarão a causa do mal se não tiverem seus corações regenerados pelo Espírito Santo de Deus.

Em um mundo cada vez pior, realmente é difícil aquietar nosso coração na Rocha Inabalável que é Jesus, todavia, pela Sua Palavra, através do Espirito Santo, podemos e devemos confiar que o nosso Rei virá em nosso socorro, pois Ele está conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

Desta forma, não precisamos clamar como Israel pela unção de um rei, pois CRISTO JESUS É O NOSSO REI! Como cidadãos desse mundo, é bem verdade que temos deveres cívicos e devemos nos envolver na política sim, com o fim de cumprirmos o nosso dever de igreja, sendo aquela que tem o poder das chaves, indicando ao estado e à sociedade o caminho da verdadeira justiça e equidade. Mas nosso coração deve estar guardado quanto a depositar em alguém a esperança que só deve estar em Cristo, pois somente Ele é Rei, tanto do nosso coração quanto de todo universo.

Cristo trinfa! 
 
 
Fonte: http://reformai.com/3556-2/
 
 

24 de julho de 2017

Pastor afirma que suicídio não impede de entrar na vida eterna


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“Então, a pessoa que cometeu o suicídio e atentou contra a própria vida, de fato pecou contra o mandamento ‘Não matarás’, mas isso não a impedirá de entrar no gozo da vida eterna porque a salvação é dada pela graça de Deus" respondeu ele.
Em um vídeo divulgado na Conferência Fiel para Jovens, o pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Augustus Nicodemus, tratou de um tema delicado na história da humanidade, envolvido por tabus: O suicídio.

Questionado por alguém, Nicodemus respondeu. “Eu acho que todos nós temos que concordar que o suicídio nunca deveria ser a saída. É um dos pecados proibidos no mandamento ‘Não matarás’”, introduziu.

“Interpretado pela comissão de fé de Westminster, ele diz que esse pecado não só proíbe que a gente tire a vida dos outros, mas que tire a nossa própria. Então, o suicídio é pecado”, disse Augustus.

Em seguida, o líder iniciou sua argumentação. “Todavia ele não é um pecado sem perdão. O único pecado sem perdão, que tem na Bíblia é a blasfêmia contra o Espírito Santo. E provavelmente esse pecado não é cometido por alguém que é crente”.

“Então pode acontecer com todos esses fatores, como pressões externas, problemas psicológicos, problemas existenciais que um crente em um momento de fraqueza ele ceda”, disse o líder.

No entanto, Augustus não concorda com a visão comum de que o suicídio é um pecado “suficientemente forte” para que um cristão não seja salvo. “É pecaminoso? De fato é. Mas, não será isso que irá separá-lo da graça de Deus e do perdão que é dado em Cristo Jesus”, disse.

“Se a nossa salvação vai depender de na hora da nossa morte a gente ter colocado em dia todos os nossos pecados, então pouca gente vai escapar, não é?”, questionou o líder presbiteriano.

“Então, a pessoa que cometeu o suicídio e atentou contra a própria vida, de fato pecou contra o mandamento ‘Não matarás’, mas isso não a impedirá de entrar no gozo da vida eterna porque a salvação é dada pela graça de Deus e nada pode nos separar disso”, afirmou.

Por fim, o pregador fez uma analogia. “Se eu estiver em uma rodovia, brigando com a minha mulher e discutindo com ela, brigando feio com ela e de repente nós temos um acidente e morremos ali naquele momento sem termos tido a oportunidade de nos reconciliar, não vai ser isso que vai impedir de entrar na vida eterna. Porque é pela graça e misericórdia de Deus”.

Assista:
https://www.facebook.com/ProfFranklinFerreira/videos/1582792355127840/

23 de julho de 2017

DOZE VERDADES SOBRE OS FALSOS APÓSTOLOS


Em recente pesquisa sobre o movimento apostólico no Brasil, o Rev. Augustus Nicodemus Lopes[1] afirmou que já existem mais de 12 mil apóstolos no país, reconhecidos nas últimas duas décadas. A grande questão é se os tais, de fato, são apóstolos nos termos apresentados pela Palavra de Deus. 

As Escrituras Sagradas, como nossa única fonte de autoridade dada à Igreja pelo próprio Deus, deve ser o instrumento por meio do qual podemos discernir o que é falso e verdadeiro. Somos, portanto, impelidos pelo Espírito Santo a mantermos nossas interpretações sempre submissas à Verdade de Deus, deixando que a própria Bíblia verse sobre o assunto, nos atendo apenas à exposição fiel daquilo que o Senhor revelou pelos seus santos profetas e apóstolos. Quanto ao tema proposto, antes de discorrermos propriamente sobre os falsos apóstolos, devemos conhecer o que a Bíblia ensina sobre os verdadeiros; e ela nos aponta claramente, tanto as credenciais de um apóstolo de Cristo como a abrangência de sua atuação na história da redenção. Vejamos, então, quais são as credenciais de um apóstolo.

Em primeiro lugar, um apóstolo de Cristo deve ter sido chamado e constituído APÓSTOLO pelo próprio Senhor Jesus. É o que se deve concluir dos dois trechos abaixo: "E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu DOZE DENTRE ELES, aos quais deu também o nome de APÓSTOLOS: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Felipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor" (Lucas 6.13 e 16); "Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o Evangelho, para o qual FUI DESIGNADO pregador, APÓSTOLO e mestre" (2 Timóteo 1.8-11).

Em segundo lugar, um apóstolo de Cristo deve ter sido instruído pessoalmente pelo Senhor Jesus. Os dozes, bem como Matias e Paulo foram orientados pelo próprio Mestre. Os primeiros, andando com Ele e testemunhando todas as coisas com seus próprios olhos; e Paulo, como um fora de tempo, segundo ele mesmo o descreve, recebendo revelações diretas do Senhor. Sobre a escolha de Matias, recomendo a leitura de um trecho do livro de Abraham Kuyper: A obra do Espírito Santo[2]. Vejamos o que diz os versos abaixo: "O que era desde o princípio, o que TEMOS OUVIDO, o que TEMOS VISTO com nossos próprios olhos, o que CONTEMPLAMOS, e as NOSSAS MÃOS APALPARAM, com respeito ao verbo da vida [...] o que TEMOS VISTO E OUVIDO ANUNCIAMOS também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo" (1 João 1.1 e 3); "Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o RECEBI, nem o APRENDI de homem algum, mas MEDIANTE REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO" (Gálatas 1.11-12).

Em terceiro lugar, um apóstolo de Cristo deve ter recebido autoridade para realizar sinais, milagres e prodígios em Seu nome. Os Evangelhos e o livro de Atos mostram claramente que o poder de operar milagres, sinais e prodígios em grandes proporções era prerrogativa apenas de Cristo e dos seus apóstolos, como nos indicam os versos a seguir: "Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos POR INTERMÉDIO DOS APÓSTOLOS" (Atos 2.43); "Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo PELAS MÃOS DOS APÓSTOLOS. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no pórtico de Salomão" (Atos 5.12); "Pois as CREDENCIAIS DO APOSTOLADO foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, POR SINAIS, PRODÍGIOS E PODERES MIRACULOSOS" (2 Coríntios 12.12).

E por fim, um apóstolo de Cristo deve ter visto o Senhor Jesus depois de ressuscitado, bem como dado testemunho disto diante dos homens. E esta parece ser uma das mais relevantes dentre todas as credenciais de um apóstolo: "É necessário, pois, que, dos HOMENS QUE NOS ACOMPANHARAM TODO O TEMPO QUE O SENHOR JESUS ANDOU ENTRE NÓS, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne TESTEMUNHA CONOSCO DA SUA RESSURREIÇÃO" (Atos 1.21-22). (Leia sobre a escolha de Matias[3]); "Com grande poder, os APÓSTOLOS DAVAM TESTEMUNHO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR JESUS, e em todos eles havia abundante graça" (Atos 4.33); "Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E APARECEU A CEFAS E, DEPOIS, AOS DOZE. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi VISTO TAMBÉM POR TIAGO, mais tarde, POR TODOS OS APÓSTOLOS e, afinal, depois de todos, FOI VISTO TAMBÉM POR MIM, como por um nascido fora de tempo. Porque eu SOU O MENOR DOS APÓSTOLOS, que mesmo não sou digno de ser chamado APÓSTOLO, pois persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus, sou o que sou, e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo" (1 Coríntios 15.3-10).

Além das credenciais acima expostas, uma verdade crucial e fundamental a respeito dos verdadeiros apóstolos de Cristo foi registrada pelo Apóstolo João no livro de Apocalipse: “E me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus [...] A muralha da cidade tinha DOZE FUNDAMENTOS, e estavam sobre estes os DOZE NOMES DOS DOZE APÓSTOLOS DO CORDEIRO" (Apocalipse 21.10 e 14). – Sobre o nome de Matias e Paulo leia o texto recomendado anteriormente[4]. Trata-se de uma revelação sobre à consumação dos tempos. Nela o Senhor mostrou os NOMES APENAS DOS DOZE APÓSTOLOS DO CORDEIRO escritos nos fundamentos da cidade santa. Isto implica que nenhum outro nome foi escrito, senão os nomes dos doze verdadeiros apóstolos de Cristo. O que dizer dos que hoje ainda se intitulam apóstolos? Em que parte das Escrituras eles se encaixam para serem recebidos pela igreja como tais? É possível que haja crentes verdadeiros que estejam em posição de falsos apóstolos? Certamente que sim. Por certo, por terem recebido falsos ensinos a este respeito e por porque foram ou induzidos ou tentados a pensarem que tenham recebido de Deus tal vocação. No entanto, se verdadeiros crentes ou não, não deixam de ser falsos apóstolos. Infelizmente a maioria deles é ímpia, instrumentos de Satanás, movidos pelo e para o engano.

Passemos então, às DOZE verdades a respeito desses falsos apóstolos. Considerando que o chamado “ministério apostólico” no Brasil, chegou trazendo novos ensinos e novas revelações – incluindo aquele referente à “restauração do ministério apostólico”, aqueles que assim procedem devem ser vistos também como falsos mestres e falsos profetas. Em nenhum lugar das Escrituras encontramos base para tal ensino. Vejamos o que a Bíblia diz sobre eles:

1. Falsos apóstolos não são estranhos de fora, mas se levantam entre o povo de Deus. Não se enganem, eles surgem entre os salvos, de onde menos se espera. Estão na igreja visível e, em geral, em cargos de liderança, gozam de relativa autoridade sobre a igreja e até conseguem enganar a muitos, fazendo-se reconhecidos como líderes de grande credibilidade, mas não passando de falsos profetas e falsos mestres. A este respeito o Apóstolo Pedro nos advertiu: "Assim como, NO MEIO DO POVO, surgiram falsos profetas, assim também surgirão ENTRE VÓS falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2:1).

2. Falsos apóstolos são autodeclarados. Eles se levantam diante do povo de Deus asseverando terem recebido de Deus tal vocação ou usando a autoridade de outros apóstolos, também autodeclarados, para que sejam recebidos pela igreja de Deus como tais. Apocalipse registra casos semelhantes na igreja de Éfeso; homens maus que se dizem apóstolos sem de fato o serem. Vejam as palavras do Senhor Jesus à Igreja: "Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova OS QUE A SI MESMOS SE DECLARAM APÓSTOLOS, E O NÃO SÃO, e tu os achaste mentirosos" (Apocalipse 2:2). O grande problema dos cristãos que fazem parte dos ministérios desses líderes é que foram ensinados, sobe ameaça de maldição, a não colocarem esses homens à prova, sob o argumento de que não se pode tocar “no ungido do Senhor”.

3. Falsos apóstolos são bons imitadores dos verdadeiros apóstolos. Estes tais têm a capacidade de, por suas obras fraudulentas, convencerem pessoas de que são apóstolos como os verdadeiros apóstolos de Cristo. São imitadores baratos, instrumentos de engano, que muitas vezes enganam até a si mesmos. O Apóstolo Paulo denuncia estes falsos apóstolos em uma de suas cartas aos coríntios: "Porque os tais são FALSOS APÓSTOLOS, OBREIROS FRAUDULENTOS, TRANSFORMANDO-SE EM APÓSTOLOS DE CRISTO. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (2 Coríntios 11.13-14). Aqueles que os seguem não tem a coragem de submetê-los ao crivo bíblico das credenciais apostólicas.

4. Falsos apóstolos reivindicam para si sinais do apostolado verdadeiro. De alguma forma falsos apóstolos conseguem demonstrar por meio de enganos alguns sinais das credenciais dos verdadeiros apóstolos e se apresentam diante da Igreja, e até mesmo do próprio Deus, esperando que seus sinais sejam aceitos e cridos como verdadeiros. A esse respeito o Senhor Jesus alertou: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! PORVENTURA, NÃO TEMOS NÓS PROFETIZADO EM TEU NOME, E EM TEU NOME NÃO EXPELIMOS DEMÔNIOS, E EM TEU NOME NÃO FIZEMOS MUITOS MILAGRES? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7:21-23). Se estes tais não são recebidos por Cristo, ainda que tenham sinais, também não devem ser recebidos pela igreja.

5. Falsos apóstolos gloriam-se de serem “iguais” aos verdadeiros. Movidos pelo autoengano e pelo desejo de terem o maior número de pessoas os seguindo, acreditando e afirmando terem o poder e a vocação dados aos apóstolos, os falsos se gloriam de serem como os verdadeiros, apresentando-se deste modo e exigindo que sejam tratados como tais. Veja o que nos disse o Apóstolo Paulo sobre eles: "A verdade de Cristo está em mim; por isso, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia. Por que razão? É porque não vos amo? Deus o sabe. Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que A BUSCAM COM O INTUITO DE SEREM CONSIDERADOS IGUAIS A NÓS; NAQUILO EM QUE SE GLORIAM" (2 Coríntios 11.12-14).

6. Falsos apóstolos tem aparência de manifestações de poder. Uma das características dos falsos apóstolos é a capacidade de atrair pessoas pelo anúncio e pela realização de “sinais” de poder, em geral sem chances de comprovação. O fato é que eles impressionam, cativam e escravizam seus seguidores pregando uma necessidade de experimentar o “poder” de Deus. O próprio Senhor Jesus avisou aos seus discípulos que estes tais apareceriam e enganariam a muitos com seus “sinais de poder”: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas OPERANDO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS PARA ENGANAR, se possível, os próprios eleitos" (Mateus 24:24).

7. Falsos apóstolos são eficazes na arte de disfarçar suas mentiras e enganos. Eles são dissimulados, apresentam-se cheios de promessas vazias, portando-se de tal modo que suas mentiras não podem ser facilmente descobertas. Seus seguidores ficam tão extasiados com suas promessas que perdem a capacidade de julgar tudo antes de reter qualquer coisa. Como não são preparados para identificar falsidades, dão crédito às mentiras como se fossem verdades. Foi também o Senhor Jesus quem nos alertou sobre isso: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que VÊM ATÉ VÓS VESTIDOS COMO OVELHAS, MAS, INTERIORMENTE, SÃO LOBOS DEVORADORES" (Mateus 7:15).

8. Falsos apóstolos tem aparência de piedade. As pessoas gostam de líderes com aparência de espiritualidade. Aparência de piedade é um meio eficaz de promover o engano e cativar pessoas, especialmente àqueles que aprendem sem reter a verdade. Os falsos apóstolos tem aparência de piedade, mas seu caráter é contraditório: "TENDO APARÊNCIA DE PIEDADE, mas negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e CONSEGUEM CATIVAR mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade" (2 Timóteo 3:5-7).

9. Falsos apóstolos são eficazes no uso das palavras. Palavras são o principal instrumento dos falsos apóstolos. Palavras bonitas e lisonjeiras, porém enganosas, são eficazmente usadas para atrair as multidões. Em geral as igrejas desses pretensos apóstolos são cheias. Cheias de pessoas esperando ouvir seus sermões centrados no homem e carregados de palavras cuidadosamente colocadas como iscas aos corações ingênuos. Um linguajar espiritualizado, um evangeliquês místico e “palavras de ordem” que os fazem parecer conectados ao céu. É o Apóstolo Paulo que de novo adverte a igreja sobre esse perigo: "Rogo-vos, irmãos, que noteis os que PROMOVEM DISSENSÕES E ESCÂNDALOS CONTRA A DOUTRINA QUE APRENDESTES; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a Cristo nosso Senhor, mas ao seu ventre; e COM PALAVRAS SUAVES E LISONJAS ENGANAM OS CORAÇÕES DOS INOCENTES" (Romanos 16:17-18).

10. Falsos apóstolos são convincentes. Além de palavras serem bonitas, eles possuem estratégias e métodos convincentes. Associados às suas performances e promessas de manifestação de poder, conseguem enganar facilmente pessoas crédulas. Foi o próprio Senhor Jesus quem disse que, se isso fosse possível, até os eleitos seriam enganados por eles. "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas OPERANDO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS PARA ENGANAR, se possível, os próprios eleitos" (Mateus 24:24).

11. Falsos apóstolos são sutis na introdução de falsos ensinos. Não podemos nos enganar, acreditando que falsos apóstolos chegam com ensinos descaradamente absurdos. Em geral eles aparecem com ensinos atrativos, sutilmente conquistando a confiança do povo e lançando suas heresias nocivas no meio da igreja. Chega sim um momento que eles começam a ensinar descaradamente doutrinas absurdas, mas o povo já está tão cativo, que as recebe sem questionar, especialmente sendo ensinadas que “discípulos não questionam, discípulos obedecem”. "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também surgirão entre vós falsos mestres, OS QUAIS INTRODUZIRÃO, DISSIMULADAMENTE, HERESIAS DESTRUIDORAS, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2:1); "Tendo aparência de piedade, mas negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que PENETRAM SORRATEIRAMENTE NAS CASAS E CONSEGUEM CATIVAR mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade" (2 Timóteo 3:5-7).

12. Falsos apóstolos dizem o que o povo quer ouvir. Como o povo está ávido por ouvir o que desejam, torna-se fácil aos falsos profetas enganá-lo trabalhando em cima de seus anseios. Os ministérios desses homens e mulheres são voltados aos anseios humanos, não para a glória de Deus. O profeta Jeremias já alertava o povo de Deus a esse respeito no Antigo Testamento, quando falsos profetas diziam ao povo o que o povo queria ouvir. Diziam: "Deus disse" quando Deus na verdade não disse nada: "Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos, que sonhais; Porque ELES VOS PROFETIZAM FALSAMENTE EM MEU NOME; não os enviei, diz o Senhor" (Jeremias 29:8-9). 

Diante do exposto, todos nós temos uma postura a tomar como forma de proteger a igreja de Cristo contra os danos dos falsos apóstolos. Aos verdadeiros pastores e mestres, cabe o dever de ensinar fielmente a verdade, alertar os crentes do erro, preveni-los dos perigos, e conduzi-los de forma que venham a crescer na graça e no conhecimento do Senhor; orando sempre para que sejam cheios do espírito de sabedoria e entendimento, tendo iluminados os olhos do coração, para que permaneçam firmem na graça e na fé em Cristo Jesus. A todos os crentes, cabe o dever de conhecer as Escrituras, vivendo em obediência na verdade e sondando sempre os corações e consciências para que não se deixem enganar por sutilezas; orando sempre para que si lhes abram os olhos e tenham discernimento para afastarem dos ensinos dos falsos apóstolos. Aos verdadeiros crentes que se constituíram falsos apóstolos, cabe o urgente dever de se arrependerem de seus falsos caminhos, voltando-se para Deus, buscando graça e misericórdia em tempo oportuno; orando com humildade e temor para que o Senhor os livre do autoengano e os previna de fazer tropeçar um daqueles a quem o Senhor ama. Quanto aos falsos apóstolos, cujos corações são movidos pela impiedade, sejam os tais guardados para o dia do juízo. Deus não terá misericórdia deles. 


[1] LOPES, Nicodemus Augustos. Apostolado no Brasil. Voltemos ao Evangelho, disponível em . Acesso em 02 de Maio de 2014.
[2] KUYPER, Abraham. A Obra do Espírito Santo. São Paulo: Cultura Cristã, 2010. pp. 185-189.
[3] Idem.
[4] Idem.


http://www.antoniodospassos.com/2014/06/doze-verdades-sobre-os-falsos-apostolos_4.html